Cartoons de Maomé (II)
O Blogue da Marquiteira quer manifestar a sua solidariedade para com os dinamarqueses bem como todos os amantes da liberdade.
Considero que a publicação dos cartoons é moralmente reprovável, ou seja, eu não o faria, desde que tivesse consciência do que representava para os muçulmanos. Mas mal de nós se a nossa imprensa estiver preocupada com todas as sensibilidades que se possam ferir com uma dada publicação.
O Blogue da Marquiteira é assumidamente cristão católico, e garanto que sempre que o cristianismo é ofendido num jornal, livro, programa de televisão ou qualquer outra forma, o Blogue da Marquiteira na pessoa do seu autor, fica profundamente ofendido a ponto de quase dizer uma palavra que fique a uma distância de edição inferior a 2 relativamente às asneiras mais conhecidas. Mas o facto de eu poder protestar e poder discordar profundamente de algo, é um dos maiores valores que a nossa sociedade tem e que parece estar em causa por causa de uns mercenários radicais.
Não consigo resistir... Não posso mesmo deixar de comentar a posição de José Saramago tão preocupado com a sensibilidade dos muçulmanos, dizendo que a liberdade de expressão tem limites e fazendo a apologia da verdadeira responsabilidade.
Ok, Saramago é comunista. Tem que se dar o desconto. Mas nem o facto de ser comunista justifica a aberração que são as suas palavras, proferidas por alguém que se tem fartado de ofender os cristãos, gozando por isso mesmo da liberdade que ele está a criticar.
Tenho ainda que perguntar: Onde está a esquerda de Abril? A esquerda que apregoa a liberdade, que parece ter o monopólio da luta contra a opressão de uma ditadura limitadora das liberdades individuais no nosso país. Onde está essa esquerda?
Desapareceu.
P.S.: Este post só é possível porque vivo numa democracia que consagra a liberdade de expressão como um dos seus valores fundamentais. Se alguém se sentir ofendido por alguma das coisas que escrevi, peço desculpa, mas não retiro nada do que disse porque reflecte a minha opinião. E em Portugal, no dia 10 de Fevereiro de 2006 eu tenho o direito a exprimir livremente a minha opinião.
Considero que a publicação dos cartoons é moralmente reprovável, ou seja, eu não o faria, desde que tivesse consciência do que representava para os muçulmanos. Mas mal de nós se a nossa imprensa estiver preocupada com todas as sensibilidades que se possam ferir com uma dada publicação.
O Blogue da Marquiteira é assumidamente cristão católico, e garanto que sempre que o cristianismo é ofendido num jornal, livro, programa de televisão ou qualquer outra forma, o Blogue da Marquiteira na pessoa do seu autor, fica profundamente ofendido a ponto de quase dizer uma palavra que fique a uma distância de edição inferior a 2 relativamente às asneiras mais conhecidas. Mas o facto de eu poder protestar e poder discordar profundamente de algo, é um dos maiores valores que a nossa sociedade tem e que parece estar em causa por causa de uns mercenários radicais.
Não consigo resistir... Não posso mesmo deixar de comentar a posição de José Saramago tão preocupado com a sensibilidade dos muçulmanos, dizendo que a liberdade de expressão tem limites e fazendo a apologia da verdadeira responsabilidade.
Ok, Saramago é comunista. Tem que se dar o desconto. Mas nem o facto de ser comunista justifica a aberração que são as suas palavras, proferidas por alguém que se tem fartado de ofender os cristãos, gozando por isso mesmo da liberdade que ele está a criticar.
Tenho ainda que perguntar: Onde está a esquerda de Abril? A esquerda que apregoa a liberdade, que parece ter o monopólio da luta contra a opressão de uma ditadura limitadora das liberdades individuais no nosso país. Onde está essa esquerda?
Desapareceu.
P.S.: Este post só é possível porque vivo numa democracia que consagra a liberdade de expressão como um dos seus valores fundamentais. Se alguém se sentir ofendido por alguma das coisas que escrevi, peço desculpa, mas não retiro nada do que disse porque reflecte a minha opinião. E em Portugal, no dia 10 de Fevereiro de 2006 eu tenho o direito a exprimir livremente a minha opinião.
